Segundo Reinado (1840-1889)
Política Interna
O Império Brasileiro, foi organizado pelos dois grande partidos políticos, o Partido Liberal (Progressistas) e o Partido Conservador (Regressistas), tanto os liberais quanto os conservadores adotavam a violência e a fraude para defender seus interesses.

Em Julho de 1840, com 15 anos incompletos D. Pedro II foi aclamado imperador do Brasil. O acontecimento ficou conhecido como Golpe da Maioridade e assim se deu o início ao Segundo Reinado.

Política Externa
O império Brasileiro se envolveu em vários conflitos na América do Sul. Dentre eles, o que mais trouxe impacto ao Brasil, foi a Guerra do Paraguai (1864-1870), onde envolveram os pais Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai.
As principais disputam foram:
a) Controle dos rios Paraná, Paraguai, Uruguai e da Prata;
b) Desrespeito as fronteiras e o uso das terras férteis e de pastagens;
c) A liderança política na região platina: Que era a intervenção militar de Dom Pedro II, para colocar seus aliados no poder.
Aspectos Econômicos

O café foi o responsável pela exportações brasileiras e favoreceu para a modernização e a consolidação do Império.
Além do café, dois elementos foram fundamentais, para a modernização do império por meio de indústrias e ferrovias, sendo eles:
1º elemento: Tarifa Alves Branco (1844), que aumentou os impostos cerca de 3000 produtos estrangeiros.
2º elemento: Lei de Eusébio de Queirós (1850), proibição de entrada de africanos escravizados no Brasil.
No campo econômico, um novo produto estabeleceu-se como principal artigo econômico do Brasil: o café. O cultivo do café prosperou inicialmente na região do Vale do Paraíba fluminense e paulista. Com o sucesso dessa atividade no Brasil, as áreas produtoras de café expandiram-se para a região do Oeste Paulista, que também prosperou rapidamente.
Os
cafeicultores e a alta demanda por mão de obra para trabalhar nas
fazendas de café foram essenciais para o aumento do fluxo de imigrantes
no Brasil, sobretudo na década de 1880, quando a escravidão estava em
crise aguda.

Aspectos Sociais
A REVOLUÇÃO PRAIEIRA
A província de Pernambuco vivia grandes tensões na década de 1840, fruto, sobretudo, dos diferentes interesses econômicos, das dificuldades impostas à população mais carente e das disputas pelo poder. Essas questões convergiram de forma a fazer com que essa província sediasse a última rebelião provincial do Brasil no Segundo Reinado.
A insatisfação popular foi canalizada pelos interesses políticos que estavam em disputa em Pernambuco e muitas vezes resultou em violência popular. O historiador Marcus de Carvalho define que as classes populares pernambucanas estavam imprensadas entre o desemprego, o latifúndio e a escravidão.
ABOLICIONISMO
Essa época é crucial para o processo de abolição das pessoas escravizadas, pois surgiram diversas sociedades e jornais abolicionistas contra esta prática. Os escravos se mobilizaram através dos quilombos e irmandades religiosas, mas também solicitaram sua liberdade na Justiça.
A abolição da escravidão não era desejada pelos fazendeiros. Estes alegaram perder o investimento realizado na compra das pessoas escravizadas, tendo que começar a pagar salários, diminuindo assim sua margem de lucro.
Desta maneira, lutaram para que o governo pagasse indenização por cada escravo liberto.
Como indenizar os fazendeiros estava fora de cogitação, o governo promulgou leis que visaram abolir o trabalho servil de forma gradual.
Clique nos links abaixo para conhecer um pouco mais sobre elas: